O Museu da Língua Portuguesa, em S. Paulo, reabre em julho, seis anos após o incêndio (ler mais)
Um lugar para brincar com palavras e ideias. Para partilhar. Para nunca esquecermos quem somos. O que sentimos. Para minimizar a mágoa de não podermos estar em vários sítios ao mesmo tempo. A corrida apressada da vida. A impossibilidade de conhecer tudo o que existe. A saudade já.
sexta-feira, fevereiro 19, 2021
segunda-feira, fevereiro 08, 2021
Os dias
O silêncio da casa
É um lugar sozinho
Onde o tempo se arrasta
Sem nenhum relógio a bater
Os dias escorrem
Pela janela
Lentos
E respirar é um privilégio
Que ficou no passado
quarta-feira, outubro 21, 2020
Os meus heróis - a professora
Regina Guimarães, quando se entusiasma ou quando levanta a
voz, não é sobre si mas sobre causas, sobre consequências de alguns pensamentos
que ela gosta de levar até à raiz. O que a torna afavelmente marginal,
ferreamente radical. Com uma inteligência de uma energia notável, combate,
denuncia a repressão e a tacanhez, e enfrenta a preguiça amiufada que as
permitem (recentemente, uma simples nota de rodapé levou à censura de toda uma
publicação pelo Teatro Municipal do Porto). Penso que ela se posiciona
deliberadamente nas margens por serem estas, maleáveis, que veiculam o
desbravamento (é difícil avançar na grande corrente sem se quebrar a espinha),
fazendo barulho quando preciso, mas obrando num discreto tom menor, recusando
comercializações e grandes produções – em editoras pequenas e artesanais, em
companhias de teatro emergentes, participando com as suas letras no rock
alternativo ou pop-cabaré, fazendo filmes experimentais ao lado de Saguenail.
In Jornal i, de 23/09/2020
