Um lugar para brincar com palavras e ideias. Para partilhar. Para nunca esquecermos quem somos. O que sentimos. Para minimizar a mágoa de não podermos estar em vários sítios ao mesmo tempo. A corrida apressada da vida. A impossibilidade de conhecer tudo o que existe. A saudade já.
segunda-feira, setembro 07, 2015
Síria
Não sei, mas parece-me que o facto de haver em Portugal muita gente em dificuldades não me pode servir de desculpa para ignorar esta desgraça.
Foto via www.usnews.com
O menino na areia, Valter Hugo Mãe in Jornal Público
sexta-feira, junho 05, 2015
Desencontros
No restaurante onde costumo almoçar há um recado na porta - escrito à mão num quadrado de papel que diz há aqui chaves...perdidas. De cada vez que o leio pergunto-me se, tal como no filme my blueberry nights, haverá também histórias de desencontros.
Foto de Luís Miguel Duarte
quarta-feira, janeiro 21, 2015
Outono
O varredor da minha rua enfurece-se tanto com o Outono. À hora em que saio ele já varreu até meio da rua, olha para trás e diz-me: já viu? Não é frustrante? Olho e reconheço que sim. Já lhe sugeri que vá abanando as árvores antes de varrer. Grande gargalhada que demos.
Foto de Luís Miguel Duarte
domingo, agosto 03, 2014
Solitas, solitatis
A Saudade é um sentimento universal; mas, só na alma lusitana, atinge as alturas supremas da Poesia -, contendo uma concepção da vida e da existência.
Pascoaes, T. (1986). Da saudade. Em A. Botelho & A.B. Teixeira (Orgs.). Filosofia da Saudade (p.124-144). Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda. (Original publicado em 1952).
Habitados a tal ponto pela saudade, os portugueses renunciaram a defini-la. Da saudade fizeram uma espécie de enigma, essência do seu sentimento da existência, a ponto de a transformarem num ‘mito’. É essa mitificação de um sentimento universal que dá à estranha melancolia sem tragédia que é o seu verdadeiro conteúdo cultural, e faz dela o brasão da sensibilidade portuguesa.
Lourenço, E. (1999). Mitologia da Saudade: seguido de Portugal como destino. São Paulo: Companhia das Letras.
Pascoaes, T. (1986). Da saudade. Em A. Botelho & A.B. Teixeira (Orgs.). Filosofia da Saudade (p.124-144). Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda. (Original publicado em 1952).
Habitados a tal ponto pela saudade, os portugueses renunciaram a defini-la. Da saudade fizeram uma espécie de enigma, essência do seu sentimento da existência, a ponto de a transformarem num ‘mito’. É essa mitificação de um sentimento universal que dá à estranha melancolia sem tragédia que é o seu verdadeiro conteúdo cultural, e faz dela o brasão da sensibilidade portuguesa.
Lourenço, E. (1999). Mitologia da Saudade: seguido de Portugal como destino. São Paulo: Companhia das Letras.
Foto de João Coutinho
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