Um lugar para brincar com palavras e ideias. Para partilhar. Para nunca esquecermos quem somos. O que sentimos. Para minimizar a mágoa de não podermos estar em vários sítios ao mesmo tempo. A corrida apressada da vida. A impossibilidade de conhecer tudo o que existe. A saudade já.
terça-feira, julho 29, 2008
quarta-feira, julho 16, 2008
Notícias da cidade

O galho de uma das arvores da Circunvalação cresceu sobre a estrada e mostra agora umas enormes e aveludadas flores laranja. Parece uma acácia, mas disseram-me que só existiam em África.
No mercado Bom Sucesso compram-se flores muito bonitas e, sem que ninguém nos conheça, toda a gente fia um euro ou dois e manda 'passar quando puder'.
A freguesia de Massarelos continua em grande a sua comemoração de verão e no largo há matraquilhos para jogar à hora do almoço e ao fim da tarde uma música muito rapioqueira ( alguém dizia esta palavra, que nem sei se existe, mas que define bem aquela música ).
No Illiabum, também em Massarelos, almoça-se debaixo dos plátanos com vista para o rio. Ás quartas há figado de cebolada, feito pela receita da minha mãe ( acho eu, o sabor é tão igual ).
As Noites da Praça são boas. Ontem foi Milton Nascimento acompanhado pelo Jobim trio. A terra teve a delicadeza de não girar demasiado depressa para não tirar do meu ângulo de visão aquela lua amarela do lado direito quase atrás das minhas costas.
Hoje fazem anos duas pessoas amigas e esforçei-me para ser a primeira a dar-lhes um beijo - ainda não sei se consegui, porque o beijo foi enviado em forma de sms à meia-noite e dois minutos.
Está um dia de sol. Dentro da cidade e dentro de mim inteira.
terça-feira, julho 15, 2008
Regresso

Eu sou a que não sabe os nomes das coisas
Vou a lugares onde nada se chama
Inclino-me na terra
E suavemente escuto os corações a bater
Um dia perguntei a um velho na rua
Onde era a minha casa
Disse-me um nome que não sei pronunciar
A porta está gravada a sangue num coração
É lá que eu moro.
( Agosto de 2005 )
segunda-feira, julho 07, 2008
Obrigada

Dum loquitur, fugerit inuida
aetas: carpe diem quam minimum credula postero.
Horácio, Carmina I.XI
Inesquecíveis os que se mobilizam para me dar todas as flores e todos os beijos. Não me digam que aos amigos não se agradece, eu acredito que se deve dizer-lhes sempre as coisas mais lindas que nos passem pelo coração. É que o tempo foge.
Foto de João Coutinho
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