Quarta-feira, Abril 16, 2008

5 coisas 100 importância



Seguindo a recomendação do Carlos, venho aqui declarar cinco coisas sem importância:

- Sou canhota e, por isso, a faca de peixe não tem qualquer utilidade para mim.

- Não tenho sentido de orientação, portanto nunca sei de que lado está o mar.

- Ando em bicos de pés, quando uso saltos altos, para não fazer barulho.

- Não acendo as luzes, quando tenho que me levantar durante a noite.

- Perco-me em centros comerciais e até há bem pouco tempo não os frequentava sozinha ( só os pequeninos ).

- Gosto de pontes. As favoritas são: a de Ponte de Lima, porque me parece que é um bocado minha e a da Arrábida, porque tem só um arco e é branca.


Agora, tinha que fazer esta corrente prosseguir, mas não me apetece.


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Sábado, Março 29, 2008

Resumo e conclusão



Quando pensava nela, ficava pasmado por ter deixado partir aquela rapariga com o seu violino. Agora, claro, percebia que a proposta abnegada que ela lhe fizera era irrelevante. Tudo de que ela precisava era da certeza do seu amor e de que ele lhe garantisse que não havia pressa, quando tinham a vida inteira pela frente. Amor e paciência...

In a Praia de Chesil de Ian McEwan


Foto de João Coutinho
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Sexta-feira, Fevereiro 22, 2008

Pastelaria



Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte nem a câmara escura

Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio

Afinal o que importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante

Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos
frente ao precipício
e cair verticalmente no vício

Não é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola

Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come

Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!

Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora! – rir
de tudo

No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra


Mário de Cesariny


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Quarta-feira, Fevereiro 13, 2008

Estou tão contentinha



Isto de trabalhar e ver o Douro ( e a minha ponte favorita* no cantinho da janela ) é uma coisa que nem se explica, mais ainda quando ouço a sineta do eléctrico a tocar à minha porta ou as horas na torre da igreja ao lado. Como diria a minha amiga chilena: estou tão contentinha! isto é tão entretenido!


Foto de João Coutinho

* segunda ponte favorita - a primeira está-se mesmo a ver onde é
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Quinta-feira, Janeiro 31, 2008

Numa praia qualquer



From the precise and intimate depiction of two young lovers eager to rise above the hurts and confusion of the past, to the touching story of how their unexpressed misunderstandings and fears shape the rest of their lives, On Chesil Beach is an extraordinary novel that brilliantly, movingly shows us how the entire course of a life can be changed – by a gesture not made or a word not spoken.

On Chesil Beach de Ian McEwan


Foto de João Coutinho
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