
Um lugar para brincar com palavras e ideias. Para partilhar. Para nunca esquecermos quem somos. O que sentimos. Para minimizar a mágoa de não podermos estar em vários sítios ao mesmo tempo. A corrida apressada da vida. A impossibilidade de conhecer tudo o que existe. A saudade já.
terça-feira, maio 05, 2009
terça-feira, abril 28, 2009
Despertença

Aninhei-me quieta no teu colo à espera do momento em que descobrisses. Agora sabes bem que nunca estive lá. Nunca estive em lugar nenhum a não ser neste caminho luminoso que só encontro no silêncio. Uma flecha atirada sem rumo, sem arco, sem mão. Nunca fui de nada. Esta despertença deu-me o dom de partir a toda a hora, de ir embora antes de verem mais do que este ‘nenhum cabelo fora do lugar’. O grande drama é viver sem epiderme. Sem camada superficial que proteja do vento gelado. Tudo dói tanto. Tudo dói.
Há algo que se perdeu. Insinua-se ás vezes num pensamento, mas escapa sempre sem se desvendar. O que se perdeu? O que se terá perdido que me deixa tão tranquila?
Dezembro de 2008
Foto de João Coutinho
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