Eu sou a que não sabe os nomes das coisas
Vou a lugares onde nada se chama
Inclino-me na terra
E suavemente escuto os corações a bater
Um dia perguntei a um velho na rua
Onde era a minha casa
Disse-me um nome que não sei pronunciar
A porta está gravada a sangue num coração
É lá que eu moro.
( Agosto de 2005 )
Dum loquitur, fugerit inuida
aetas: carpe diem quam minimum credula postero.Horácio, Carmina I.XI
Inesquecíveis os que se mobilizam para me dar todas as flores e todos os beijos. Não me digam que aos amigos não se agradece, eu acredito que se deve dizer-lhes sempre as coisas mais lindas que nos passem pelo coração. É que o tempo foge.
Foto de
João Coutinho