terça-feira, julho 15, 2008

Regresso



Eu sou a que não sabe os nomes das coisas

Vou a lugares onde nada se chama
Inclino-me na terra
E suavemente escuto os corações a bater

Um dia perguntei a um velho na rua
Onde era a minha casa
Disse-me um nome que não sei pronunciar

A porta está gravada a sangue num coração

É lá que eu moro.

( Agosto de 2005 )

segunda-feira, julho 07, 2008

Obrigada



Dum loquitur, fugerit inuida
aetas: carpe diem quam minimum credula postero.


Horácio, Carmina I.XI


Inesquecíveis os que se mobilizam para me dar todas as flores e todos os beijos. Não me digam que aos amigos não se agradece, eu acredito que se deve dizer-lhes sempre as coisas mais lindas que nos passem pelo coração. É que o tempo foge.


Foto de João Coutinho