Sábado, Agosto 04, 2007

Cartas para lugar nenhum - Cumplicidade



...desejou com desespero um esperanto que abolisse as distâncias entre as pessoas, aparelho verbal capaz de abrir janelas de manhã nas fundas noites de cada criatura como certos poemas de Ezra Pound nos mostram de súbito os sotãos de nós mesmos num maravilhamento de revelação: a certeza de ter topado um companheiro de viagem em banco à primeira vista vazio e a alegria da partilha inesperada.

António Lobo Antunes in Memória de Elefante


Foto de João Coutinho

7 Comments:

Blogger Kraak/Peixinho said...

Gosto dos marcos dos correios: produzem experimentações interessantes nas vidas das pessoas. Especialmente das mais velhas.

Como por ti citado no excerto de Lobo Antunes.

:)

Bjzz

2:04 AM  
Anonymous Sílvio Vasconcellos said...

Em frente à televisão, ela assistia à novela. Olhos atentos, neurônios sintonizados, emoções vibrando pelo desenrolar da estória. Mas sua história pode ser muito mais interessante...
http://olegariaquerfalar.blogspot.com

3:14 AM  
Anonymous Calebe said...

Tanto foto quanto texto são maravilhosos.

Fica uma música tocando (agora) na rádio:

"Eu ouvi dizer que você, assim,
como quem não quer nada,
perguntou por mim,
agora,
logo agora,
justo agora(...)" - Justo Agora, Adriana Calcanhotto.

Abraços,

Calebe.

10:23 PM  
Anonymous Pri said...

teu blog é lindo

;)

12:36 AM  
Blogger Maria Clarinda said...

Pois, a conjugação perfeita, um texto lindo e uma foto linda também...adorei!
Jinhos

8:43 PM  
Blogger Micas said...

Cumplicidades...
Que saudade já dos nossos passeios, das nossas conversas, cumplicidades...estes últimos dias são para repetir. Adorei ter-te cá amiga.
Beijo grande

11:11 PM  
Blogger Nilson Barcelli said...

A Micas gostou.
Imagino que tu também...
Beijinhos.

19.Agosto.2007

5:09 PM  

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